Transmutações de Ideais e Destruição Generalizada

Por Nina Rosa Sá

 

 

 

O que é um processo? Como as questões chave de uma pesquisa se estabelecem ou reestabelecem ao longo dos anos? Como uma pesquisa se torna obsoleta e se transmuta em algo completamente diferente? O que é arte? O que é política? E como essas coisas se relacionam para que seja possível chegar nos resultados a que me proponho atingir hoje?

Bem, não quero escrever um texto incrivelmente longo, não quero aqui escrever uma espécie de Minha Vida na Arte. Decidi traçar um histórico rápido e falar sobre a influência do cinema no teatro que eu escolhi fazer. Decidi, há muito tempo, que me interessava nublar fronteiras, traçar paralelos entre arte e entretenimento. E de uns tempos pra cá, ao lançar o Projeto Z, venho pensando sobre como é importante hoje forjar um tipo de arte que também seja política. Propondo um outro viés artístico, separando as artes ao invés de integrá-las ou nublar seus limites. A tônica dominante do meu pensamento é a questão da representação e da representatividade. O foco da obra é sempre na mulher, preferencialmente na mulher lésbica e/ou bissexual.

Mas isso é algo que se desenha lentamente. E que só vai chegar ao seu ápice, como objetivo de construção em 2016/2017, com um projeto de teatro feito exclusivamente por mulheres e tratando de questões de mulheres, reunindo artistas que tenham algum tipo de envolvimento com o feminismo. Esse projeto desemboca na cena Que Bom que Você Entendeu que Eu Estou tão Perdida Quanto Você.

 

 

que bom que você entendeu que eu estou tão perdida quanto você_ Mostra Cena Breve 2017. Foto: Melito Junior.

 

E antes disso tem um desdobramento para um pensamento sobre séries televisivas, com um projeto ainda não realizado de websérie que se transforma em série de TV, Antes do Fim, escrita em 2016 e ainda sem previsão de realização. Aí já existe um exemplo claro de como as coisas se separam com o surgimento do Projeto Z. Existem agora artes distintas a serviço de uma mesma coisa política. Mas elas não se misturam mais. O projeto de Antes do Fim é exclusivamente audiovisual.

Mas primeiro o teatro.

Comecei com essa história de teatro em 2003, de um jeito meio por acidente, meio atípico, que não é o centro da questão, então melhor deixar essa anedota pra outro momento. No período que passei na faculdade e logo depois disso, enfiei o pé na história da busca pela fusão entre arte e entretenimento. Por dois segundos eu achei que a tecnologia salvaria a arte. E que a intersecção possível com entretenimento dependia dela. Bobagem. A arte em si é um tipo de tecnologia.

Passei anos tentando e testando. Eu desenvolvi um pouco essa linha de pensamento com a Companhia Provisória, que fundei junto com outros artistas em 2004 e durou até início de 2009. Uma pesquisa de interseccionalidade. O que é entretenimento e o que é arte? Existe a possibilidade de uma obra ser as duas coisas? Alguns críticos – vários deles – insistiam em chamar aquele negócio que eu ainda estava tentando entender de entretenimento. E sempre havia um tom irônico, algo que dizia que isso era menor. Eu entendo purismo, eu sou purista em vários aspectos. Mas não acredito que a gente possa ou deva categorizar as coisas que dizem respeito à arte assim.

O que eu quero dizer é: O Poderoso Chefão é um filme incrível, uma obra artística potente e também é entretenimento de alta qualidade. Estou usando esse exemplo porque é o tipo de filme com o qual a minha obra não se relaciona explicitamente e a gente pode seguir em frente sem que eu tenha que dizer “é óbvio que não estou me comparando ao Coppola”. Acredito que seja impossível dizer que grandes filmes como Taxi Driver, Apocalipse Now, Annie Hall, O Iluminado e vários outros não sejam grandes obras de entretenimento. Eu indago se é possível dizer que não são também arte. Para mim – que olho pra Evil Dead e tenho certeza absoluta que aquilo é arte, que tenho certeza que a trilogia zumbi do George Romero é arte – é impossível.

Eu entendo o que as pessoas querem dizer quando falam em “Cinema de Arte”. E isso normalmente se relaciona com as escolas europeias de cinema. E sendo uma pessoa que ama o Godard e considerando sua obra como uma grande referência pro tipo de trabalho que eu quero fazer, eu entendo e até acato. E se o que Godard – e Truffaut e Chabrol e Resnais e todos os outros – está fazendo é um tipo de arte que só pode ser categorizada como cinema de arte, será que ela não pode ser considerada entretenimento também? Olha, é possível que Adeus à Linguagem não possa mesmo, mas e Acossado? E o resto da galera? O tipo de filme que o Claude Chabrol fez tem várias camadas, mas poderiam ser considerados thrillers comuns se não houver vontade de olhar além. E o mesmo pode ser dito dos filmes do Truffaut. A forma pode ser considerada e olhada da maneira mais simples e singela possível. Pense em Os Incompreendidos como algo muito próximo de um tipo de cinema americano, que trata de amadurecimento. É possível olhar assim. Talvez o Godard seja o mais difícil de se enquadrar aqui, considerando a forma, pelas elipses e jump-cuts, pela necessidade de afastamento do público que não se vê nos outros dois cineastas citados, pelo menos tão explicitamente.

A minha questão, pensando no cinema e em todos esses grandes nomes, é: a gente pode diferenciar qualitativamente um Godard de um Kubrick? Um Scorsese de um Chabrol? Um Woody Allen de um Truffaut? Olha, tenho certeza que muita gente acredita que sim. Mas dentro do meu sistema de percepção e criação, eu considero impossível esse tipo de diferenciação. São grandes obras seminais de diretores essenciais e pertencem ao mais elevado pedestal do cinema. E ainda tem outra, como a discussão efetivamente é sobre teatro e essas quase mil palavras foram uma espécie de introdução a um tipo de pensamento artístico, eu sequer vou entrar no mérito do cinema oriental, porque seriam necessárias mais umas mil palavras pra fazer esse outro comparativo. E eu já fiz o comparativo acima da maneira mais superficial possível, pra que ninguém desista do texto porque ele é escabrosamente longo.

Mas e aí? Como é que tudo isso se relaciona com teatro?

 

 

Em Breve nos Cinemas_ Foto: Alice Rodrigues.

 

Primeiro porque é o pensamento por trás da coisa toda. É claro que cinema e teatro são coisas muito diferentes. Os meios de produção são inteiramente diversos. E também é claro que quando você tem algo que parte de um processo muito mais industrial e outro algo que parte de um processo mais artesanal, vai parecer que uma coisa está muito distante da outra. E não vou negar, estão mesmo. Mas o pensamento que funda as duas coisas, a sistematização crítica sobre a obra, isso é uma coisa próxima. E indo um pouco além, como no cinema é mais aceitável que arte e entretenimento andem de mãozinhas dadas, é mais fácil criar um tipo de pensamento para teatro que parta de uma lógica cinematográfica. Por exemplo, quando eu assisti A Vida é Cheia de Som e Fúria, do Felipe Hirsch, lá atrás, antes de tudo isso, antes de teatro existir como uma possibilidade pra mim. Foi um momento revelador, em que eu entendi que teatro pode ser aquilo, uma obra comovente, artística e completamente ligada ao entretenimento. Eu revi a peça anos depois, quando o teatro já era meu objeto de estudo e objetivo de vida, e continuei com a mesma impressão. A de que é possível criar algo relevante e divertido e bem feito. Arte que é entretenimento e vice-versa. Partindo desse pensamento, a influência do cinema nas coisas que eu estava pensando para teatro começou a se intensificar, culminando com a pesquisa que desenvolvi por alguns anos com o Teatro de Breque.

 

Em Breve nos Cinemas_ Foto: Marco Novack.

 

O auge dessa pesquisa foi o espetáculo Em Breve nos Cinemas (2012), a partir da obra de David Foster Wallace. Naquele espetáculo nós não apenas falávamos sobre cinema, não apenas trazíamos elementos de entretenimento, mas emprestávamos algo da linguagem, pra executar cenas de um filme que se construía ao vivo, diante da plateia, mediado pela projeção. O palco era dividido ao meio por uma parede. Do lado de trás desta parede pequenos cenários realistas eram montados e duas câmeras estáticas filmavam as cenas do filme. Essas cenas só eram vistas na projeção, com planos fechados, não mostrando as bordas do cenário. Mas o público podia ver a cena através de uma janela na parede do cenário, de maneira meio incômoda e recortada, mas que desvendava o que estava acontecendo ao vivo. Do lado da frente da parede o público via uma ficcionalização daquele ambiente de set de filmagem. Atores discutiam as cenas que ainda iam acontecer, ensaiavam textos, evidenciavam o processo de construção do filme. Um diretor explicava a estética. E ainda, numa terceira camada, os três atores falavam diretamente com o público – seja contando tudo que iria acontecer na peça, numa espécie de prólogo, seja fazendo uma explanação matemática, ou ainda num epílogo em que cada um deles dava sua opinião sobre o espetáculo, o filme ou a vida, logo antes que a parede que dividia o palco caísse pra revelar um grande nada, o fim niilista, a aniquilação (do personagem, do filme, do limite entre teatro e cinema).

Essa aniquilação era o ponto crucial do espetáculo. Ao aniquilar o sentido da intersecção a obra encontrava sua potência fundamental. Assumia-se teatro de novo. Rompia com os significados ou com a história construída. O final rompe com a ideia de que há uma estória a ser contada, com começo, meio e fim. Porém, para que se pudesse aniquilar algo, antes era necessário construir este algo. Todas as possibilidades de intersecção. Cenas que eram documentários inspirados nos filmes de Eduardo Coutinho. Cenas que eram trailers de algo que jamais seria visto, mas que dialogavam com a depressão da personagem. Cenas de um filme sobre um casal se despedaçando aos poucos. Cenas de um filme dentro de uma peça de teatro ou de uma peça de teatro dentro de um filme. Nos últimos vinte minutos nada disso importava mais. As cenas eram aniquiladas e substituídas pelo vazio de uma versão de música pop intercalada com a autópsia (real) de David Foster Wallace. Eu conto o final agora porque é extremamente provável que essa peça, esse acontecimento que era Em Breve nos Cinemas, não se repita. Então é importante.

 

 

Em Breve nos Cinemas_ Foto: Marco Novack.

 

Essa ideia de aniquilamento que surge nos minutos finais de Em Breve nos Cinemas, o compromisso com o nada e a destruição das intersecções artísticas, vai permear os caminhos e as guinadas que a minha proposta artística sofre. Ainda em parceria com o Teatro de Breque, em 2013, surge Um Carvalho, um texto sobre a ficcionalização do público, sobre improviso e sobre o desvendamento do trabalho do ator; e em 2016, o espetáculo A Maldita Raça Humana, aí sim um teatro assumidamente político, uma busca por um ato significativo realizado artisticamente. Juntas, estas duas peças representam uma guinada rumo à aniquilação de intersecções, ambas são puramente teatro, teatrais, ainda que diferentes entre si.

Como a intersecção é abandonada, o meu trabalho acaba se desdobrando e dividindo novamente em modalidades. E o Projeto Z nasce, então, como um selo cultural multiáreas, voltado tanto ao teatro, quanto à música e ao audiovisual, com proposta de expansão para outras áreas, como a literatura. Mas todas elas dissociadas umas das outras, ainda que, de certo modo, acabem se unindo dentro de um ideal político de construção artística.

O primeiro espetáculo do projeto é Para Ler Aos Trinta (2014), com uma equipe composta quase que exclusivamente por mulheres, com um texto que fala sobre questões femininas, ainda que não necessariamente atinja uma potência de discussão feminista. É uma peça de transição, em que o teatro é o mais importante e o sentido do entretenimento é deixado de lado em alguns momentos, para se atingir uma poética outra. Mas as projeções em vídeo ainda estão presentes e a apresentação dos créditos como em um filme também. Ela é transição porque ainda não é abandono, não consegue chegar por completo no aniquilamento. Mas é uma espécie de amadurecimento, uma primeira proposta de retorno ao teatro, de dialogar politicamente com o agora. E como primeira proposta ela falha em diversos lugares e tem sucesso em outros. Mas funciona por reencontrar o eixo de significação principal no trabalho das atrizes.

Em 2015 o projeto Qorpo Santo 3 Linguagens recebe aporte financeiro do edital Rumos Itaú. As três linguagens citadas são música, vídeo e teatro. A peça Amanhã Sou Outro, seguindo a linha do próprio dramaturgo, dialoga com o presente e as questões políticas do agora. Um agora pré-golpe, mas de manifestações de professores e do massacre de 29 de abril. Além disso, a questão LGBTQ+ é abordada, problematizando a maneira como o escritor havia tratado dela no século XIX, trazendo a discussão para uma esfera política, que naquele momento dialogava com a estética queer. Ao mesmo tempo a questão da mulher está presente, de maneira mais discreta, já que os esforços de representação acabaram se centrando mais nas figuras que compõe um casal gay. Ainda não era o ideal para mim, era necessário abordar as questões LGBTQ+ do ponto de vista da mulher. Porque se você parar pra pensar esse tipo de abordagem é mais difícil de encontrar, especialmente se retirada do lugar da piada, da punch line. E aqui eu já começo a pensar sobre televisão e cinema, mas voltaremos a isso na sequência.

 

 

Amanhã Sou Outro_ Projeto Qorpo Santo 3 Linguagens_ Foto: Rosano Mauro Jr.

 

A trilha sonora do projeto parte de letras do próprio QS, logo, o teor político está presente, e ainda há duas canções com letra de Leo Fressato, que explicitam este tom e novamente traz as questões para o nosso tempo. Os vídeos mostram o tom iconoclasta de QS, trazendo relações diretas com religião, dinheiro e a cidade de Curitiba. O projeto como um todo era uma tentativa de obra política, mas ainda caía na cilada da galhofa, do riso fácil para aliviar um assunto terrível, da quebra metalinguística. Como diria meu amigo Fábio Kinas, faltou “sair do jardim de infância”. E para que algo seja realmente relevante precisa muito amadurecimento. Preciso ainda. E pensando no quanto é necessário pensar a arte de outros modos, surgem dois projetos, completamente interligados, ao mesmo tempo em que são coisas distintas.

Primeiro, em 2015, logo após o fechamento do projeto Qorpo Santo, começa a ser desenvolvido o projeto de websérie Antes do Fim, uma obra audiovisual relativamente simples, mas focada no relacionamento entre duas mulheres. O projeto não consegue financiamento e fica engavetado até 2016, quando é selecionado para o Globolab, um edital da Rede Globo para webséries. No Rio de Janeiro o projeto continua a ser desenvolvido, com a colaboração de roteiristas, atores e diretores da Globo. Participa da final do concurso, mas não vence. E a partir daí começa a crescer como uma série de meia hora para televisão. Conforme cresce em tamanho cresce também na ideia de representação e representatividade. A proposta é de entretenimento, mas um tipo de entretenimento que trate de questões importantes, em que as pessoas – especialmente as muito jovens – possam se reconhecer, para que não se sintam invisibilizadas como eu e muito amigos e amigas nos sentimos quando éramos adolescentes. E isso dá início a um tipo de pesquisa bem específico, sobre estatísticas de representação da mulher LGBTQ na televisão. Os dados focam mais na televisão produzida nos Estados Unidos – até por se considerar o extenso volume de produção daquele país. E as estatísticas estão contra nós. O número de personagens lésbicas ou bissexuais despenca ano a ano. O índice preocupante só não é maior porque o número de personagens gays e transgêneros tem aumentado. Mas também, o número de personagens trans é tão ínfimo que não tinha como diminuir. E isso faz com que se tenha uma percepção um tanto cruel e divisiva sobre televisão. Os executivos ou grandes nomes da indústria são homens brancos, mas também há muitos gays entre eles, o que se converte numa questão bastante simples: quanto maior a representatividade maior a representação. E, bom, muitas mulheres estão falando isso há anos. A chave está na representatividade.

O que nos leva a 2017, ano em que todo o conceito de aniquilamento se radicaliza, com o projeto Que Bom que Você Entendeu que Eu Estou tão Perdida Quanto Você. Projeto de espetáculo longo, mas que aparece primeiro em uma cena de 15 minutos, tratando de um tema específico, completamente endereçado à comunidade artística que lotaria – e lotou – o Teatro José Maria Santos, na Mostra Cena Breve. Nesse recorte, que muito provavelmente sequer cabe no projeto de espetáculo longo, falávamos de um tipo de opressão exercida por um grupo de pessoas também oprimidas. Eram nosso melhores amigos gays com seus discursos misóginos de ódio ou nojo à buceta, uma representação do feminino. Eles sequer se davam conta. Não podem mais dizer que não se dão. Não podem nos trazer falsas simetrias do tipo “lésbicas dizem que tem nojo de pau e ninguém problematiza”. O pau é o herói da sociedade. Um pau pra ser enfiado dentro de nós, o pau metafórico. E pensamos em estupros reais, estupros coletivos, estupros que são exercício de poder e nada mais. E ao trazer o pau como nosso algoz estamos falando de uma sociedade falocêntrica e não do pau que faz parte da anatomia. E estamos falando que nossos amigos gays fazem parte desse sistema sem nem se dar conta – às vezes.

 

 

que bom que você entendeu que eu estou tão perdida quanto você_ Mostra Cena Breve 2017. Foto: Elenize Dezgeniski.

 

Ao mesmo tempo estamos falando das diversas esferas de agressão, das mais pesadas às mais cotidianas, que somos ensinadas a aceitar desde o forninho e da boneca Barbie. E não podemos mais suportar. E queremos estar entre nós mesmas e falar de um ponto de vista nosso, coletivo, ainda que plural. Assim, o projeto é idealizado, pensado e executado inteiramente por mulheres, uma equipe inteira de mulheres. Que passamos por tudo isso, das agressões mais pesadas, das quase últimas consequências, às mais leves, da não aceitação da nossa roupinha de Rambo e do carrinho no lugar da boneca. Mulheres que se compreendem, porque dividem à experiência de existir num mundo que as trata como cidadãs de segunda classe. Mulheres que são mães e encontram resistência dentro do próprio movimento feminista, mulheres que são bissexuais e tem sua sexualidade invalidada, mulheres lésbicas que são invisibilizadas. A agressão é permanente e se modifica em cada história nossa, mas ainda é a mesma raiz de agressão. E quando somos agredidas não podemos e nem devemos fazer piada ou tratar com leveza. Esse espetáculo é um grito gutural de “chega!” em que não há espaço para o humor. Começamos a entender isto.

Começamos a entender que humor é distração. Começamos a entender que precisamos sair dos nossos lugares de conforto e retirar os outros de seus lugares de conforto. Começamos a entender que precisamos falar com todas as mulheres, para além do nosso convívio. Começamos a entender que esse espetáculo atinge seu ápice quando descentralizado, quando democrático e inclusivo.

E quando um projeto parte de algo tão urgente é sintomático que o tom mude. O tom mudou, está mudado. Tudo mudou. O novo fazer teatral que o Projeto Z inaugura com esse projeto é radical, destruindo e reconstruindo tudo que veio antes.

 

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